Dojo Kun

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Karate

História do Karatê

(Fonte: http://dojokihonkarate.nireblog.com/)

O Karatê teve como berço à ilha de Okinawa, no arquipélago de Riu-Kyu, ao sul do Japão. No final da dinastia Ming, Okinawa passou a ser dominada pelo Japão que, para evitar a reação do povo nativo proibiu o uso de armas. Sob pressão militar, a população buscou, nos utensílios de uso cotidiano e no próprio corpo, meios de defesa (Nakayama, 1987). Surgiram então os primeiros indícios da arte marcial no início chamada de “tode”. Devido à sua localização geográfica, Okinawa recebia comerciantes e visitantes de várias partes do continente. Nessa época, o “tode” (Karatê primitivo) era influenciado pelas artes de luta praticadas principalmente na China. O alvorecer do século XX trouxe consigo o deslocamento do enfoque de luta de sobrevivência para educação física com fundamentação espiritual. O karate deixou de ser ensinado apenas de modo secreto e, em 1916, mestre Funakoshi fez a primeira demonstração pública fora de Okinawa.

(Fonte: http://judotradicionalgoshinjutsukan.blogspot.com/2007/05/gichin-funakoshi-histria-do-karat-parte.html)

Mestre Funakoshi é considerado o pai do Karatê moderno, por tê-lo aperfeiçoado técnica, literal e filosoficamente (Nakayama, 1987). Ele viajou por todo o Japão e foi convidado a lecionar em Universidades, onde o Karatê passou a ser submetido à pesquisa científica, aprimorando técnicas e criando métodos de treinamentos sistemáticos (Silvares, 1987). Após o sucesso de Funakoshi, outros mestres de Okinawa foram ao Japão divulgar os seus estilos de Karate. Segundo Okinawa (1985), a fusão do karatê com a concepção japonesa de Arte Marcial deu origem a quatro estilos principais conhecidos hoje: Shotokan (Funakoshi), Shito-riu (Mabuni), Goju-riu (Miyagi) e Wado-riu (Otsuka). Após a segunda guerra mundial, a emigração dos japoneses e o grande interesse das tropas de ocupação em aprenderem a lutar, difundiram o karate pelos continentes. Hoje o Karatê, segundo a WKF, é a Arte Marcial mais praticada no mundo.

Karate: A história do Karate-do

O Karate-do nasceu na Índia há cerca de cinco mil anos, quando um Príncipe, SIDHARTA GAUTAMA, observou nos movimentos de luta entre os animais, algumas formas técnicas que adaptou à condição humana, como movimentos técnicos de grande dinâmica e repletos de intensão.

Mais tarde, um monge indiano, Bodhidharma, peregrinou até à China, encontrando aí alguns monges em franco estado de debilidade. Ensinou-lhes as técnicas até aí estudadas, e desenvolveu um método de treino físico e mental, o Tai-Chi, o qual, se propagou, mais tarde, até à ilha de Okinawa.

Bodhidharma

A filosofia que lhe assistia, aliada à sua riqueza técnica, permitiram que tivesse sobrevivido a todas as evoluções, e revoluções, sócio-culturais existentes, desde essa época até aos nossos dias.

Apesar de sofrer várias adaptações, de acordo com as necessidades dos povos de então, e de ter servido as mais diversas culturas, ele foi sempre preservado no essencial.

Na sua Idade Média, a guerra dele se aproveitou, agudizando-lhe a intensão base, tornando o movimento mais acutilante e carregando a sua trajectória de uma certa violência. Com efeito, esta foi a forma como o Karate-do foi treinado e desenvolvido durante centenas de anos.

Sendo, como atrás se referiu, uma prática com milhares de anos, é no entanto bastante recente a sua designação de Karate-do, assinalando assim uma data muito importante na sua evolução.

Por determinação do Imperador Meiji, do Japão da época, foram retirados da trajectória dos seus movimentos, os inimigos ou adversários que a guerra com as suas necessidades lá colocou. Para cumprimento desta determinação Imperial, foi para tal indigitado um velho monge e professor, um dos mais conceituados Mestres daquela época: Gichin Funakoshi (na foto).